De volta à Casa Civil, Chagas Vieira fala da 'experiência' na tarefa pública e da missão de 'ligar os pontos' no Governo
O novo secretário retorna à função após passagens pelas gestões de Camilo Santana e Izolda Cela
Na segunda metade da gestão, o governador Elmano de Freitas (PT) contará com novos auxiliares para dar mais ritmo ao mandato até o próximo ano eleitoral. Ao seu lado, na Casa Civil, terá uma figura já conhecida de governos anteriores. Trata-se do jornalista Chagas Vieira, que ocupou a posição nas administrações de Camilo Santana (PT) e Izolda Cela (PSB).
Refletindo sobre erros e acertos nas experiências passadas, ele volta com a missão de “ligar os pontos” entre as diversas pastas estaduais e garantir mais dinamismo nas entregas do governo. De 2015 a 2020, foi Assessor Especial de Comunicação do Estado, mas assumiu a secretaria com mais envergadura da gestão no fim daquele ano, onde ficou até dezembro de 2022.
“Quando você sai, consegue enxergar aquilo que poderia ter feito melhor, que não fez corretamente, então é um processo de melhoria contínua, e eu tenho isso na minha vida, hoje me sinto mais preparado, estou com uma motivação muito grande. [...] Que a gente possa potencializar aquilo que é bom, corrigir aquilo que não está tão bom e criar coisas novas”, avalia Chagas.
Ainda que tenha negado o primeiro convite de Elmano para seguir na função em 2023, o jornalista aceitou o apelo mais recente para “dialogar e compartilhar responsabilidades” e descentralizar serviços. A nomeação saiu no Diário Oficial do Estado (DOE) no último dia 16, substituindo Max Quintino, que foi alocado para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém.
“Então o que eu faço, na verdade, é uma ponte, eu tento ligar os pontos para que o processo não trave, para que o processo flua”, explica Chagas Vieira.
Diante de uma lista de ações projetadas para a segunda metade do mandato de Elmano, cuja implementação deve contar com participação direta de Chagas, o novo secretário evita especificar qual seria a marca ou o legado desta gestão.
“Eu acho que a marca acaba sendo consequência de um trabalho, é de forma muito natural. O governador não quer ser lembrado apenas por uma marca, porque são muitas e de forma natural a população vai entendendo”, indica, citando o planejamento para políticas como a universalização do ensino integral no Estado, a ampliação do tratamento oncológico no Interior e o Ceará Sem Fome.
Da TV ao Governo
Antes de compor o governo estadual, Chagas Vieira trabalhou em empresas de comunicação no Ceará, na Bahia e em Pernambuco, tanto em funções editoriais quanto em atividades executivas. A experiência no ramo o levou à chefia da comunicação institucional do governo em 2015.
Ele é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pós-graduado pela Faculdade Católica, e com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). “O sangue de jornalista continua na veia e não sai nunca, isso me ajuda muito”, comenta.
Chagas ascendeu à Casa Civil após a desincompatibilização do então secretário Élcio Batista para concorrer às eleições em Fortaleza, em 2020, e a chefia interina de Flávio Jucá na pasta.
“Mesmo quando eu ingressei no governo Camilo, na área de comunicação, eu acabava participando de outras áreas do governo, não só na comunicação. Várias crises que o governo teve que enfrentar na área da segurança, na área sanitária, com a pandemia, eram criados comitês de gerenciamento de crise, e eu participei de todos”, lembra.
“Acho que o período em que fiquei diretamente fazendo comunicação foi muito importante na minha vida, e de forma muito natural esses processos vão tomando um rumo diferente. Estou aí já como chefe da Casa Civil no terceiro governador, que é um cargo de extrema confiança”, observa, ainda.
Novo secretariado de Elmano
O governador Elmano de Freitas anunciou, na manhã dessa quinta-feira (26), 12 novas mudanças no secretariado e na gestão de alguns órgãos do Estado, além da liderança do Governo na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
A série de alterações faz parte de uma nova fase da administração do petista, que visa atender às demandas administrativas e atender simultaneamente aliados políticos.
Fonte: Diário do Nordeste
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