quarta-feira, 28 de maio de 2025

 

'PL da devastação' altera licenciamento ambiental e eleva ânimos no Congresso; veja o que muda


À espera de andamento na Câmara dos Deputados, o projeto que cria a Lei Geral de Licenciamento Ambiental pode ser aprovado sob fortes críticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A proposta voltou à Casa na segunda-feira (26), pouco dias após aprovação no Senado com alterações ao texto original, de 2004. 

O licenciamento ambiental é uma concessão do poder público à instalação, ampliação e operação de projetos que usem recursos naturais ou que causem impacto ao meio ambiente. Empreendimentos como rodovias, aeroportos, indústrias, hotéis e loteamentos, entre outros, precisam dessa anuência.

Na Casa Alta, foi relatado pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO) e Tereza Cristina (PP-MS), que adicionaram tópicos sensíveis à preservação ambiental. As alterações levaram a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a pedir mais tempo de debate sobre o texto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nessa terça-feira (27).

Ela, que tem sido alvo de ofensas pela sua posição sobre a política de licenciamento ambiental, contrária à proposta em discussão, acredita que o texto aprovado pelo Senado não foi suficientemente debatido pelos diversos segmentos da sociedade, como os entes federados, a comunidade científica e a sociedade civil. Segundo Marina, Motta deu a entender que a proposta não seria pautada de imediato, ampliando o espaço de discussão.

A proposta é uma das mais polêmicas que avançam neste mandato. Entre outros pontos, pode facilitar o andamento de ações paralisadas por pendências no licenciamento, como a pavimentação da BR-319, na Amazônia, e o processo de exploração de petróleo em regiões como a Bacia da Foz do Amazonas.

Por outro lado, interlocutores ruralistas defendem que a matéria vai promover a desburocratização na instalação de empreendimentos em todo o País e vai atrair investimentos. 

Entenda a proposta

Em discussão há 21 anos no Congresso, o projeto do ex-deputado Luciano Zica (PT-SP) foi aprovado na Câmara em 2021 e levou quatro anos para obter o mesmo êxito no Senado. Na segunda etapa de tramitação, o texto passou por algumas alterações. 

Por iniciativa de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, foi incluída a criação da Licença Ambiental Especial (LAE), que passará por menos etapas para concessão e terá prioridade na análise, a ser feita no prazo de um ano. O documento será emitido apenas uma vez e aplicado a projetos previamente listados como prioritários pelo Poder Executivo, com base em manifestação do Conselho de Governo. 

Este ponto, segundo entidades ambientalistas, pode abrir margem para a exploração de petróleo na Amazônia, um dos objetivos da Petrobras. 

Além disso, o Senado incluiu as atividades de mineração de grande porte ou de alto risco no projeto. Pelo texto da Câmara, nesse caso, o licenciamento estaria sujeito às disposições do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) até que fosse promulgada lei específica.

A mesma dispensa foi concedida as obras em rodovias anteriormente pavimentadas e a atividades que não oferecem risco ambiental e que estejam embasadas em questão de soberania nacional ou de calamidade pública. Por outro lado, o Senado retirou atividades como o tratamento de água e esgoto e o manejo de resíduos sólidos da lista de atividades isentas de licença. 

A Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC) também passou por modificações. O texto diz que ela será simplificada e expedida mediante uma espécie de autodeclaração de adesão e compromisso do empreendedor. 

Será, ainda, ampliada para a maioria dos empreendimentos no Brasil, já que a exceção é válida apenas para aqueles de alto impacto no meio ambiente. Os beneficiários poderão renovar a concessão automaticamente mediante manutenção das características e do porte do empreendimento, além da apresentação de relatório de cumprimento das condicionantes do contrato. 

Críticas do ministério

Instituições como a FioCruz, o Observatório do Clima e o próprio Ministério do Meio Ambiente emitiram notas repudiando o conteúdo aprovado por senadores. Para a pasta, alguns dos pontos mais sensíveis são aqueles que modificam a LAC e que fragilizam órgãos colegiados e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O fato de os empreendimentos sob a LAC passarem a ser monitorados por amostragem, dispensando a necessidade de fiscalização pelo órgão ambiental, preocupa o ministério. 

O uso da Adesão e Compromisso para regularização de empreendimentos em operação sem qualquer licença ambiental também é danosa. “Para o MMA, a LAC deveria ser adotada somente para projetos de pequeno porte, baixo impacto e que não envolvam áreas sensíveis, sempre com verificação do Relatório de Caracterização do Empreendimento (RCE) por parte do órgão licenciador”, explicou.

O enfraquecimento de órgãos colegiados do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA), como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e os Conselhos Estaduais, é outro fator de inquietação.

“Ao transferir competências decisórias para entes federativos de forma descoordenada, pode estimular uma ‘concorrência antiambiental’ entre estados e municípios, que, no intento de atrair mais investimentos, poderão oferecer flexibilizações e padrões menos rigorosos que os municípios ou estados vizinhos, comprometendo a uniformidade dos critérios e a efetividade da fiscalização”, pontuou, ainda.

O ICMBio também seria afetado, já que empreendimentos em unidades de conservação passariam a ser licenciados sem a manifestação obrigatória prévia do órgão gestor da área.

“Tal alteração representa o enfraquecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e abre margem para que empreendimentos impactem diretamente áreas protegidas, como Parques Nacionais e Estações Ecológicas Federais, sem o devido controle”, complementa o ministério. 

A nota destaca como “retrocesso”, ainda, a exclusão das áreas de influência indireta (AII) nos estudos de impacto ambiental, deixando de fora a análise de fatores como desmatamento, pressão sobre comunidades indígenas, contaminação de corpos d’água e grilagem de terras.

Queda de braço

Apesar da atuação pontual de alguns membros da base, a Casa Civil de Rui Costa (PT-BA) trabalhou discretamente na aprovação, segundo apuração do Uol. O portal Metrópoles informou que a sua participação foi com o objetivo de conter excessos no texto. 

Já o Ministério da Agricultura, chefiado por Carlos Fávaro (PSD), teve atuação mais direta e clara. Após reunião com ruralistas na última semana, ele elogiou a proposta. "O projeto de lei avança e melhora o licenciamento ambiental brasileiro. Isso vai ser um marco no desenvolvimento do nosso país", disse o ministro, ao lado do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR).

Assim, Marina Silva segue isolada no Governo Federal em relação à rejeição da proposta. Pela posição, ela tem sido alvo preferido de ataques por parte defensores da nova política de licenciamento ambiental.

No episódio mais recente, registrado nessa terça-feira (27), a ministra do Meio Ambiente se retirou de audiência na Comissão de Infraestrutura, onde foi cobrada pela demora na liberação de licenças ambientais, após declarações dos senadores Omar Aziz (PSD-AM), Marcos Rogério (PL-RO) e Plínio Valério (PSDB-AM).

O primeiro atribuiu a ela culpa pela aprovação do projeto em questão. “Se essa coisa não andar, a senhora também terá responsabilidade do que nós estamos aprovando aqui. Pode ter certeza! Pela intransigência, a falta de vontade de dialogar, de negociar, de conversar e de agilizar, mas nós iremos agilizar”, disse Aziz à ministra.

Marina, então, afirmou se sentir ofendida com a declaração e questionou a condução dos trabalhos feita por Marcos Rogério, que, presidindo a sessão, cortou o seu microfone várias vezes e ironizou as suas queixas. Para a ministra, o presidente gostaria que ela "fosse uma mulher submissa". 

Nesse momento, sentado ao lado de Marina, Marcos Rogério lhe disse: "Me respeite, ministra, se ponha no teu lugar". Os ânimos se exaltaram, e Plínio Valério completou a lista de indignações da gestora.

Ao iniciar sua fala, o senador disse que “a mulher merece respeito, a ministra, não”. Marina Silva exigiu um pedido de desculpas e, como não foi atendida, retirou-se da audiência. “Eu não poderia ter outra atitude”, pontuou Marina Silva em coletiva após a audiência.

Esse não foi o primeiro insulto dirigido a ela por Valério. Em março deste ano, ele disse o seguinte: “Marina esteve na CPI das ONGs: seis horas e dez minutos. Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la".

Mesmo após chamado de Alcolumbre e representação no Conselho de Ética, ele não demonstrou arrependimento. "Se você perguntar: 'Você faria de novo?' Não. Mas se me arrependo? Não. Foi uma brincadeira".

O episódio foi lembrado pela ministra na audiência dessa terça-feira. "O senador já disse que sente vontade de me enforcar", falou. "Eu não vou pedir desculpas. A senhora está acreditando quando disse que eu sou psicopata? Está com medo de mim?", respondeu ele.

Ao longo do dia, ela foi defendida por diversas figuras políticas, como a primeira-dama Janja da Silva e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). O presidente Lula (PT) também conversou com Marina por telefone. Segundo a assessoria da ministra, o assunto foi a saúde do presidente, que se recupera de um quadro de labirintite. Mas durante a ligação, Lula também apoiou a decisão de se retirar da audiência e prestou solidariedade à auxiliar.

Fonte: Diário do Nordeste


 

Jacaré é resgatado na Praia do Cumbuco após tentar entrar no mar.


Um filhote de jacaré foi resgatado na Praia do Cumbuco, em Caucaia - Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), após tentar entrar no mar na manhã da última quinta-feira (1°). O animal foi avistado por agentes da Autarquia Municipal de Trânsito de Caucaia, que realizaram o socorro.

Após conseguir neutralizar o jacaré de forma segura, os agentes contaram com o apoio de uma viatura do Corpo de Bombeiros que passava pelo local e dispunha de um kit de primeiros socorros. O animal foi imobilizado e transportado até o Batalhão de Polícia do Meio Ambiente (BPMA), em Fortaleza, onde foi entregue em segurança.

A ação foi registrada em vídeo e passou a circular nas redes sociais:


"A atuação rápida e responsável da nossa equipe mostra o compromisso dos agentes com a segurança da população e com a preservação da vida, inclusive da fauna silvestre. Parabenizo todos os envolvidos por conduzirem a situação com tanta sensibilidade e profissionalismo", destacou o gerente de fiscalizações da AMT de Caucaia, Márcio Marley.


Dicas de prevenção de busca e resgate de animais

  • Mantenha distância e observe. Evite se aproximar ou interagir com o animal, pois isso pode causar estresse e comportamentos agressivos;
  • Contate o Corpo de Bombeiros ou o Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA) da Polícia Militar do Ceará (PMCE), ao avistar um animal silvestre em uma situação de risco ou que possa representar perigo para a comunidade;
  • Evite alimentar animais silvestres, pois isso pode incentivar sua presença em áreas urbanas, o que pode levá-los a se aproximar de residências em busca de comida, causando conflitos e situações perigosas para ambas as partes;
  • Mantenha seu ambiente seguro. Verifique se a sua residência possui aberturas e rachaduras que podem servir de acesso para animais silvestres, como cobras. Mantenha portas e janelas bem fechadas, principalmente, em áreas próximas a terrenos baldios ou áreas verdes;
  • Conscientize a comunidade: incentive seus vizinhos a adotar práticas de prevenção e respeito aos animais, evitando assim atitudes que possam colocar em risco tanto os animais, quanto os moradores.

Para onde ligar em casos de resgates de animais?

Os contatos para acionamento de socorro são os seguintes:

  • Corpo de Bombeiros Militar do Ceará: 193
  • Batalhão de Polícia de Meio Ambiente: (85) 3101.3545 / 3101.3577
  • Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente : (85) 3247.2630 – WhatsApp: (85) 98439.9110

Fonte: g1.com

 

Shopee lança pontos de retirada de produtos em Fortaleza


Shopee anunciou a expansão de seus serviços logísticos com a implementação de mais de 2 mil pontos de retirada e devolução em todo o Brasil, incluindo Fortaleza

A alternativa mira clientes que possuem algum tipo de limitação para receber os produtos em domicílio. Recentemente, a Amazon também abriu pontos de retirada na capital cearense.

Segundo a gigante asiática de e-commerce, a maioria das chamadas Agências Shopee passará a atuar como pontos de coleta e retirada de produtos adquiridos na plataforma. Esses pontos também oferecem serviços de logística reversa, facilitando o processo de devolução de mercadorias.

Como funciona a retirada da Shopee?

Para utilizar o serviço, o consumidor deve selecionar a opção “Retire no Local” no momento da finalização da compra no aplicativo da Shopee. 

O sistema sugerirá automaticamente a agência mais próxima, mas é possível escolher outro local informando o CEP desejado. Quando o pedido estiver disponível para retirada, o cliente será notificado por WhatsApp, e-mail ou pelo próprio aplicativo. A retirada é realizada mediante apresentação do código PIN informado na notificação.

Os endereços das agências estão na página da Shopee Express.

Como se tornar uma Agência Shopee

Para se tornar uma Agência Shopee, é necessário ter um estabelecimento comercial e realizar o cadastro na página Como se tornar uma Agência Shopee.

Fonte: Diário do Nordeste

 

MEC quer reduzir juros de dívidas de Estados para tentar triplicar ensino profissional; entenda


Cursos técnicos oferecem uma formação profissionalizante integrada ao Ensino Médio, permitindo que o aluno faça os dois ao mesmo tempo. O modelo é amplamente aplicado mundo afora, mas ainda carece de expansão no Brasil. Por isso, o Governo Federal lançou um novo programa para estimular que Estados endividados direcionem recursos para ampliar o número dessas matrículas.

Juros por Educação, regulamentado em abril, reduz o montante da dívida que os Estados têm com a União e permite o refinanciamento dela. Atualmente, cinco Estados correspondem a 90% dos valores devidos.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, essa foi a “forma inteligente” que o Governo encontrou de garantir mais recursos para a educação profissionalizante no país. Ele detalhou a iniciativa em entrevista ao Bom Dia Nordeste, da Verdinha FM 92.5, na última segunda-feira (27).

Nos cálculos do Tesouro Nacional, as dívidas estaduais somam mais de R$ 820 bilhões. Veja o ranking dos Estados com maior dívida:

  • São Paulo - R$ 291,7 bilhões
  • Rio de Janeiro - R$ 178,5 bilhões
  • Minas Gerais - R$ 164,1 bilhões
  • Rio Grande do Sul - R$ 101,6 bilhões
  • Goiás - R$ 19,0 bilhões

Caso busquem a renegociação, os Estados devem aplicar, anualmente, de 1% a 2% do saldo devedor no Fundo de Equalização Federativa (FEF), para redistribuição entre todos os Estados.

Fonte: Diário do Nordeste

 

Grupo de extermínio alvo da PF cobrava R$ 250 mil para espionar ministros do STF


O grupo de extermínio alvo da operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (28) utilizava drones e prostitutas como instrumentos de espionagem.

A investigação, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve como ponto de partida o assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em Mato Grosso.

Zampieri é considerado peça central no inquérito. Em seu celular, os investigadores encontraram registros de negociações envolvendo a venda de sentenças judiciais, com menções a juízes de diversos tribunais país afora e até a gabinetes de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A PF cumpre cinco mandados de prisão nesta fase da operação. Os alvos são integrantes da agência de “espionagem e extermínio”, formada por militares da ativa e da reserva, além de civis.


De acordo com a apuração, o grupo mantinha uma tabela de preços de espionagem conforme o perfil do alvo:

  • Ministros do STF: R$ 250 mil;
  • Deputados: R$ 100 mil;
  • Senadores: R$ 150 mil.

Esta é a sétima fase da operação que apura o suposto esquema de venda de decisões judiciais nos tribunais de Mato Grosso e no STJ. Foi durante as investigações do esquema que a organização criminosa voltada para a prática de homicídios por encomenda e monitoramento ilegal foi descoberta.

O grupo se autodenominava "Comando C4", sigla para "Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos".



Fonte: g1.com



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